Afegã que fugiu do Talibã reconstrói vida como fisiculturista e inspira mulheres
Roya Karimi, que fugiu do Afeganistão aos 17 anos após casamento forçado, reconstrói sua vida na Noruega como fisiculturista. Ela encontrou na musculação uma forma de superar traumas e hoje compete em nível nacional e europeu, usando suas redes sociais para inspirar outras mulheres.
Da opressão à liberdade
Roya Karimi, hoje com 28 anos, viveu uma infância e adolescência marcadas pela opressão no Afeganistão. Casada à força aos 14 anos e mãe aos 15, ela descreve sua vida como 'uma prisão', sem direito a opiniões ou escolhas. Aos 17, fugiu para a Noruega com seu filho de dois anos, buscando liberdade e uma nova chance. No país europeu, encontrou segurança e iniciou estudos em enfermagem, dedicando horas extras à aprendizagem.
Fisiculturismo como redenção
Na Noruega, Roya descobriu o fisiculturismo através de seu marido, Kamal. A prática se tornou uma ferramenta de cura, ajudando-a a superar desafios mentais e físicos. 'A musculação e a academia me ajudaram muito', afirma. Ela começou a competir e já conquistou títulos nacionais e europeus, usando suas redes sociais para motivar outras mulheres, especialmente as que vivem em contextos de opressão.
Planos para o futuro
Roya Karimi não pretende parar. Seu objetivo é alcançar o mais alto nível do fisiculturismo, competindo em palcos internacionais. Além disso, ela continua a usar sua história e sua voz para inspirar outras mulheres a buscarem independência e liberdade, mostrando que é possível reconstruir a vida mesmo após experiências traumáticas.