Presidente da Coreia do Sul Compara Crimes Israelenses a Holocausto e Escravidão Sexual
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, comparou as ações militares de Israel na Palestina a crimes como o Holocausto e a escravidão sexual de sul-coreanas, afirmando que "não há diferença". A declaração ocorre em meio a uma crise diplomática com Israel e desgastes internos. Lee apelou por passos rumo à paz baseados nos direitos humanos e lições da história.
Declarações de Lee Jae Myung
Em discurso nesta terça-feira (14/04), o presidente Lee Jae Myung abordou a guerra no Oriente Médio, reforçando a importância do respeito aos direitos humanos universais. Ele apelou para que "os países envolvidos na guerra (do Oriente Médio) a darem passos corajosos rumo à paz que o mundo tanto deseja, baseados nos princípios da proteção universal dos direitos humanos e nas lições da história”. O chefe de Estado sul-coreano fez os comentários durante uma reunião do gabinete da Casa Azul, em Seul. Lee não se referiu diretamente a Tel Aviv, direcionando seu discurso às consequências econômicas para a Coreia do Sul decorrentes da guerra promovida pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, especialmente após o fracasso das negociações de paz mediadas pelo Paquistão no último fim de semana. Na última sexta-feira (10/04), Lee compartilhou um vídeo em seu perfil na plataforma X registrando um corpo palestino sendo chutado por soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF). Na publicação, o presidente comparou o abuso à escravidão sexual de sul-coreanas após a invasão do Japão e ao "massacre de judeus ou assassinatos de guerra", declarando: “Não há diferença entre eles”.