Cheia no Amazonas perde força e rios devem ficar abaixo da cota de inundação severa em 2026
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou nesta sexta-feira (29) que a cheia dos rios no Amazonas já apresenta sinais de enfraquecimento. As projeções indicam que os níveis monitorados devem permanecer abaixo da cota de inundação severa, destacando o início gradual da vazante em parte da bacia amazônica.
Projeções para os principais rios
O monitoramento do SGB abrange quatro pontos críticos na bacia amazônica: Manaus (rio Negro), Manacapuru (rio Solimões), Itacoatiara e Parintins (rio Amazonas). Em Manaus, a previsão é que o rio Negro atinja 28,20 metros, abaixo da cota de inundação severa, fixada em 29 metros. Nesta sexta-feira, o nível estava em 27,80 metros. Em Manacapuru, a estimativa é que o rio Solimões chegue a 18,98 metros, também abaixo da cota de inundação severa (19,60 metros). O nível atual é de 18,57 metros. Itacoatiara registrou 13,52 metros nesta sexta e deve alcançar 13,63 metros nos próximos dias. Em Parintins, a previsão é de 8,17 metros, inferior à cota de inundação severa (9,30 metros).
Indícios de vazante e perspectivas futuras
Segundo André Martinelli, gerente de Hidrologia do SGB, há sinais claros de que o processo de enchente está próximo do fim em parte da bacia. "Já há indícios de término do processo de enchente e início do processo de vazante. Em Tabatinga, o rio está parado há quatro dias, com cota de 11,73 metros. Parintins também está parado há três dias na cota de 8,09 metros, e Itacoatiara já oscila", afirmou. O órgão também apresentou projeções para o período de vazante e seca na região, considerando as condições climáticas atuais. O Alerta de Cheias do Amazonas foi divulgado em três etapas ao longo do ano, com previsões feitas cerca de 75, 45 e 15 dias antes do pico das cheias.