Polícia responsabiliza médica, enfermeira e diretores por morte de menino após erro em aplicação de adrenalina em hospital de Manaus
A Polícia Civil de Manaus concluiu a investigação sobre a morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, ocorrida em novembro de 2025 no Hospital Santa Júlia. O caso envolve a aplicação incorreta de adrenalina intravenosa, prescrita e administrada de forma errônea, resultando em paradas cardíacas e óbito. Além da médica e da técnica de enfermagem, dois diretores do hospital também foram responsabilizados.
Detalhes do caso
Benício Xavier foi internado no Hospital Santa Júlia em 22 de novembro de 2025 com sintomas de tosse seca e suspeita de laringite. Segundo relatos da família, o menino recebeu prescrição de lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina intravenosa de 3 ml a cada 30 minutos. A aplicação foi realizada por uma técnica de enfermagem. Minutos após a administração do medicamento, Benício apresentou piora no quadro clínico, com palidez, cianose (arroxeamento dos membros) e queixa de sensação de queimação no coração. O menino foi transferido para a UTI, onde sofreu múltiplas paradas cardíacas, vindo a falecer.
Responsabilização
A investigação policial apontou que a médica responsável pela prescrição do medicamento e a técnica de enfermagem que aplicou a adrenalina foram diretamente responsáveis pelo erro. Além delas, dois diretores do hospital também foram incluídos no inquérito por negligência na supervisão dos procedimentos e na gestão da unidade de saúde. O caso ganhou repercussão nacional após ser divulgado pelo programa Fantástico, da TV Globo, que acompanhou a apuração dos fatos.