70 anos após execução, Texas reconhece inocência de Tommy Lee Walker, condenado à morte por racismo e coerção policial
Em 12 de maio de 1956, Tommy Lee Walker, um jovem negro de 21 anos, foi executado na cadeira elétrica no Texas, acusado de estupro e assassinato de uma mulher branca. A condenação foi baseada em uma confissão forçada e uma investigação marcada por fraudes e manipulações. Em janeiro de 2025, o Conselho de Comissários de Dallas reconheceu sua inocência, 69 anos após sua morte.
O crime e a condenação injusta
Tommy Lee Walker, então com 19 anos, trabalhava como frentista em um posto de gasolina em Dallas. Na noite de 30 de setembro de 1953, ele levou sua namorada, Mary Louise Smith, grávida de nove meses, à maternidade, onde testemunhou o nascimento de seu filho, Ted. Enquanto isso, a cinco quilômetros dali, Venice Parker, uma mulher branca de 31 anos, foi estuprada e esfaqueada até a morte nos arredores do aeroporto de Dallas. A investigação policial rapidamente direcionou suspeitas para Walker, apesar de não haver evidências concretas ligando-o ao crime. A confissão de Walker foi obtida sob coerção e ameaças, e o promotor do caso era um supremacista branco ligado à Ku Klux Klan.
Reconhecimento tardio da inocência
Em janeiro de 2025, quase sete décadas após a execução de Walker, o Conselho de Comissários de Dallas reconheceu oficialmente sua inocência. O caso expôs as falhas sistêmicas no sistema judicial do Texas da época, incluindo racismo, coerção policial e a falta de um julgamento justo. A morte de Walker permanece como um símbolo das injustiças raciais nos Estados Unidos durante a era da segregação.