Empresa de vice-governador de Tarcísio punida por envio ilegal de dinheiro aos EUA
Documentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) revelaram que a empresa Ramuth e Ramuth, de propriedade do vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, foi punida administrativamente por enviar dólares para os Estados Unidos sem declarar ao Sistema Financeiro Nacional. O esquema, identificado durante investigações do caso Banestado, envolvia o uso de contas de laranjas e a movimentação de valores em Nova York entre 1998 e 2002. Embora o caso tenha sido arquivado na esfera judicial em 2014 após o pagamento das multas, a punição administrativa do Carf permanece válida.
Escândalo do Banestado e Conexões
A investigação do caso Banestado revelou um esquema bilionário de remessa ilegal de divisas e lavagem de dinheiro que ocorreu entre 1996 e 2002. A empresa de Felício Ramuth foi identificada como uma das que utilizava o esquema de enviar valores para o exterior sem declaração, método que facilitava a sonegação fiscal e a lavagem de dinheiro vindo de crimes como tráfico de drogas e corrupção.
O Caminho do Dinheiro
O esquema consistia em enviar dinheiro de Foz do Iguaçu para o Banestado em Nova York, que depois era transferido para contas no JPMorgan Chase Bank. O doleiro Dario Messer, conhecido como 'doleiro dos doleiros', foi uma figura central nessas operações, movimentando cerca de 1 bilhão de dólares entre 1998 e 2003. O ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, também foi alvo de investigações no âmbito do Banestado, mas defendeu que as investigações no Congresso foram guiadas por preconceitos ideológicos.