Advogado com nanismo é reprovado novamente em concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais
O advogado Matheus Matos Menezes, de 25 anos, foi reprovado nos exames biofísicos e biomédicos do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Matheus, que possui nanismo, já havia sido desclassificado anteriormente no Teste de Aptidão Física (TAF) e denunciou discriminação. Sua participação no concurso está pendente de decisão judicial após recurso ao STF.
Contexto e denúncia de discriminação
Matheus Matos Menezes, advogado com nanismo, foi considerado 'inapto' nos exames biofísicos e biomédicos do concurso para delegado da PCMG, cujos resultados preliminares foram divulgados em 15 de maio de 2026. Os exames foram realizados em 26 de abril, e os candidatos tiveram até 20 de maio para interpor recursos. Matheus já havia sido reprovado no Teste de Aptidão Física (TAF) em etapa anterior e denunciou discriminação, alegando que a prova não previa adaptações para suas 'condições individuais'. A defesa do candidato optou por não se manifestar publicamente sobre o caso.
Decisão judicial e repercussão
Em março de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou o TAF que havia desclassificado Matheus do concurso. A decisão foi comemorada pelo advogado, que afirmou que 'a luta não foi em vão'. O caso ganhou ampla repercussão após Matheus divulgar sua denúncia nas redes sociais. A FGV, responsável pela organização do concurso, não se pronunciou sobre o assunto até a publicação desta reportagem.