Charlize Theron recua sobre críticas à IA e admite ter falado 'sem pensar' após polêmica com Timothée Chalamet
A atriz Charlize Theron voltou atrás em declarações sobre o uso de inteligência artificial (IA) no cinema, nas quais criticou o colega Timothée Chalamet. Em março, ela afirmou que a IA poderia substituir atores como Chalamet em até dez anos, mas não performances ao vivo, como dança. Após reações negativas, Theron admitiu que falou 'sem pensar' e reconheceu que ninguém sabe o futuro da tecnologia na indústria.
Contexto da polêmica
Em março de 2026, Timothée Chalamet gerou controvérsia ao declarar, durante um evento na Universidade do Texas, que não queria que o cinema se tornasse como o 'balé ou a ópera', onde 'ninguém mais se importa'. A fala foi criticada por diversos profissionais da indústria, incluindo Charlize Theron. A atriz, vencedora do Oscar por 'Mad Max: Estrada da Fúria', afirmou que 'em cerca de dez anos, a IA poderá fazer o trabalho de Timothée, mas não substituirá uma pessoa dançando ao vivo no palco'. As declarações de Theron também foram alvo de críticas, especialmente em meio ao debate sobre o uso de IA generativa nas artes.
Retratação e reflexões sobre IA
Durante a estreia de seu novo filme, 'Apex', em 22 de abril de 2026, Charlize Theron admitiu que suas declarações foram precipitadas. 'Honestamente, eu falei sem pensar. Ninguém sabe o que vai acontecer em dez anos, ok? Ninguém. Mas eu suponho que uma performance ao vivo seria difícil [de replicar com IA]. E aí alguém me disse: 'Existe um robô dançarino em Hong Kong'. Mas ele não é a Misty Copeland, ok?', declarou à revista Variety. Sobre o impacto da IA na indústria, Theron afirmou que todos estão 'vivendo um dia de cada vez' e destacou que seu novo filme não utiliza a tecnologia, reforçando que 'as coisas estão boas' no momento.
Repercussão e impacto na indústria
As declarações de Chalamet e Theron reacenderam o debate sobre o papel da IA no cinema e nas artes performáticas. Alex Beard, diretor da Royal Ballet and Opera de Londres, agradeceu indiretamente a Chalamet, afirmando que as vendas de ingressos da instituição tiveram um 'impulso imediato' após a polêmica. O episódio reflete a tensão crescente entre profissionais da indústria e o avanço da tecnologia, que tem sido usada para recriar atores digitalmente e até mesmo 'ressuscitar' performances de artistas falecidos.