Graduados entram no mercado de trabalho com visão negativa de IA, diz executivo da Deloitte
Universidades estão falhando em preparar estudantes para um ambiente de trabalho impulsionado pela inteligência artificial, segundo Rob Hillard, CEO da Deloitte na Ásia-Pacífico. Muitos recém-formados associam o uso de IA a trapaça, refletindo uma percepção negativa disseminada durante a formação acadêmica. Pesquisa recente revela que 42% das instituições de ensino superior nos EUA desencorajam o uso de IA, enquanto 11% proíbem completamente.
Percepção negativa e resistência acadêmica
Rob Hillard, CEO da Deloitte na região Ásia-Pacífico, afirmou em entrevista à Bloomberg que muitos graduados ingressam no mercado de trabalho com uma 'percepção negativa' sobre o uso de inteligência artificial. Segundo ele, as universidades têm ensinado que a utilização de IA é equivalente a trapaça, o que prejudica a adaptação dos profissionais a um ambiente corporativo cada vez mais dependente da tecnologia. Hillard destacou que a única maneira de inovar e projetar o futuro do trabalho é por meio da interação prática entre pessoas e máquinas.
Dados revelam contradição entre restrições e uso real
Uma pesquisa realizada pela Gallup em parceria com a Lumina Foundation, com cerca de 3.800 estudantes nos EUA, revelou que 42% dos entrevistados afirmaram que suas instituições desencorajam o uso de IA, enquanto 11% relataram que a tecnologia é proibida. Apesar dessas restrições, 57% dos estudantes admitiram utilizar IA em seus trabalhos acadêmicos pelo menos uma vez por semana, e 20% declararam usá-la diariamente. A resistência das universidades ao uso de IA é motivada, em parte, pelo receio de fraudes e pela valorização do pensamento crítico independente.