China classifica ataques contra Irã como 'ilegítimos' e defende cessar-fogo total no Oriente Médio
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que os ataques contra o Irã são 'ilegítimos' e defendeu um cessar-fogo total durante reunião com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, em Pequim. A declaração ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e uma semana antes da visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à China. O governo chinês destacou a necessidade de 'encontros diretos' entre as partes envolvidas no conflito.
Contexto diplomático e declarações
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, realizou uma reunião de alto nível com seu homólogo chinês, Wang Yi, em Pequim nesta quarta-feira (06/05). Esta foi a primeira visita de Araghchi à China desde o início do conflito no Oriente Médio. Durante o encontro, Wang Yi classificou os ataques contra o Irã como 'ilegítimos' e defendeu um 'cessar-fogo total' como medida 'necessária e inevitável'. O ministro chinês também destacou que a região está passando por um 'ponto de virada decisivo' e reforçou a importância de diálogos diretos entre as partes envolvidas. A reunião ocorreu horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar uma pausa na 'Operação Liberdade', alegando 'enorme sucesso militar' contra o Irã. Trump também mencionou, em publicação na rede social Truth Social, que a decisão atendeu a pedidos do Paquistão e de outras nações. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, havia declarado anteriormente que a ofensiva contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, havia terminado, dando lugar a uma fase 'defensiva' para garantir a navegação no Estreito de Ormuz.