Jack White critica estátua dourada de Donald Trump e ironiza culto à personalidade nos EUA
O músico Jack White publicou críticas contundentes à inauguração de uma estátua dourada de 22 pés de Donald Trump em seu campo de golfe Trump Doral, em Miami. A escultura, apelidada de 'Don Colossus', retrata Trump com o punho cerrado após um atentado em 2024. White classificou a situação como 'a parte mais frustrante da vida moderna americana', destacando a falta de coerência dos apoiadores do ex-presidente. O pastor evangélico Mark Burns, conselheiro espiritual de Trump, defendeu a obra como um 'milagre de Deus' e negou que se trate de idolatria.
Contexto e reações
A estátua, inaugurada no último dia 10 de maio, foi abençoada por líderes evangélicos ligados ao movimento MAGA. Jack White compartilhou uma imagem da escultura em suas redes sociais com a legenda: 'Líderes Evangélicos do MAGA se reúnem em Mar-a-Lago para abençoar e dedicar uma estátua dourada de Donald Trump'. O músico questionou a lógica por trás da adoração a figuras políticas, chamando a atenção para a contradição entre os valores religiosos e o culto à personalidade. O pastor Mark Burns, um dos defensores da estátua, argumentou que a obra não representa um 'bezerro de ouro', mas sim uma homenagem ao legado de Trump. Burns comparou a escultura a monumentos de figuras históricas como Abraham Lincoln e Martin Luther King Jr., afirmando que a intenção é reconhecer 'influência, sacrifício, liderança e impacto'. A referência bíblica ao bezerro de ouro, no entanto, foi amplamente citada por críticos para ilustrar o que consideram uma distorção dos princípios religiosos.
Detalhes da estátua e simbolismo
A estátua 'Don Colossus' foi instalada no Trump National Doral Miami, um dos resorts de propriedade do ex-presidente. A escultura retrata Trump em um momento icônico: após um atentado durante um comício em 2024, quando ele ergueu o punho em sinal de resistência. A obra foi encomendada por apoiadores e abençoada em uma cerimônia que contou com a presença de líderes evangélicos. Críticos apontam que a estátua reforça uma narrativa de vitimização e heroísmo em torno de Trump, enquanto seus defensores a veem como um símbolo de resiliência e fé. A polêmica reflete a polarização política nos Estados Unidos, onde a figura de Trump continua a dividir opiniões, especialmente entre grupos religiosos conservadores.