Estudo revela que núcleo da Terra pode abrigar forma rara de hidrogênio superiônico
Pesquisa publicada na revista PNAS indica que o núcleo interno da Terra contém hidrogênio superiônico, uma forma exótica do elemento encontrada apenas sob condições extremas de temperatura e pressão. A descoberta pode ajudar a explicar a composição e dinâmica do núcleo terrestre, além de sua evolução ao longo do tempo.
Descoberta e contexto científico
Um estudo recente sugere que o núcleo interno da Terra pode abrigar hidrogênio superiônico, uma forma rara do elemento que só existe sob condições extremas de temperatura e pressão. A pesquisa, publicada na revista *Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)*, utilizou modelos computacionais para analisar o comportamento desse material no interior do planeta. Os resultados indicam que o hidrogênio superiônico pode ser mais comum no centro da Terra do que se imaginava, contribuindo para a compreensão da composição do núcleo e dos processos que regem sua dinâmica, incluindo a interação entre o núcleo interno e externo.
O que é hidrogênio superiônico?
O hidrogênio superiônico é uma forma exótica do elemento que apresenta propriedades semelhantes às de um líquido, além de conduzir eletricidade. Sua existência só é possível em ambientes com condições extremas de pressão e temperatura, como as encontradas no núcleo terrestre. No estudo, os pesquisadores modelaram três cenários envolvendo esse material, com foco em ligas superiônicas de ferro e hidrogênio, nas quais o hidrogênio se movimenta através de estruturas cristalinas de ferro organizadas de maneiras distintas.
Estruturas cristalinas avaliadas
A pesquisa comparou duas configurações cristalinas principais para as ligas de ferro e hidrogênio: a estrutura hexagonal compacta (HCP) e a estrutura cúbica de corpo centrado (BCC). Os cálculos demonstraram que a fase BCC apresenta maior energia livre, tornando-se menos estável e mais reativa em comparação com a fase HCP. Por outro lado, a estrutura HCP mostrou maior estabilidade termodinâmica, sugerindo que ela é a configuração mais provável para predominar no núcleo interno da Terra.