Líderes da OTAN e UE afirmam que Europa não pode mais 'terceirizar' defesa para os EUA
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, declararam em artigo conjunto que a Europa não pode mais depender dos Estados Unidos para sua defesa e segurança. Ambos destacaram o fim da era de delegação da defesa europeia e o aumento dos investimentos em armamentos e tecnologia militar no continente.
Fim da dependência e aumento dos investimentos militares
Em artigo publicado na revista *The Economist* no domingo (05/07), Ursula von der Leyen e Mark Rutte afirmaram que a Europa não pode mais 'terceirizar' sua defesa e segurança para os Estados Unidos por meio da OTAN, prática comum durante décadas. Segundo os líderes, 'a dura realidade e os perigos do mundo atual puseram fim a essa forma de pensar'. Eles enfatizaram que os países europeus membros da OTAN estão aumentando os gastos com defesa e expandindo a produção de armamentos, com novas fábricas sendo abertas e linhas de produção ampliadas para atender à demanda por drones, veículos terrestres não tripulados e sistemas de guerra eletrônica.
Adaptação da indústria e necessidades estratégicas
Von der Leyen e Rutte destacaram que até montadoras de veículos civis estão convertendo suas instalações para produzir componentes militares, como sistemas de defesa aérea e drones de longo alcance. Os líderes listaram prioridades para os países europeus da OTAN, incluindo mais caças, aeronaves de reabastecimento aéreo, navios, submarinos, sistemas de defesa aérea e antimíssil, além de drones e sistemas antidrone. A escassez mais aguda, segundo o artigo, está em interceptores e sistemas de defesa contra drones.