Conselho Nacional de Educação define regras para uso de inteligência artificial em escolas brasileiras
O Conselho Nacional de Educação (CNE) iniciou consulta pública para regulamentar o uso de inteligência artificial (IA) em salas de aula no Brasil. A proposta classifica o uso da IA em três níveis de risco e proíbe avaliações psicológicas de alunos por meio da tecnologia. Professores e estudantes destacam a importância da IA como ferramenta de apoio, mas alertam para riscos de dependência excessiva.
Consulta pública e classificação de riscos
O Conselho Nacional de Educação (CNE) abriu consulta pública para estabelecer diretrizes sobre o uso de inteligência artificial (IA) nas escolas brasileiras. A proposta classifica o uso da IA em três níveis de risco, funcionando como um 'semáforo' para orientar educadores: - **Baixo risco**: Uso de IA como apoio cotidiano, incluindo corretores ortográficos, organização de materiais, elaboração de planos de aula e revisão de textos. - **Risco moderado**: IA atuando diretamente no processo pedagógico, como assistentes acadêmicos virtuais. - **Alto risco ou risco excessivo**: Uso da IA em atividades que impactam diretamente a vida acadêmica dos alunos, como correção e monitoramento de provas. Esse nível é considerado proibitivo na proposta. Além disso, o texto proíbe expressamente o uso de IA para avaliar o perfil psicológico dos estudantes.
Perspectivas de professores e alunos
Estudantes e professores reconhecem os benefícios da IA como ferramenta de apoio ao aprendizado, mas destacam a necessidade de limites para evitar dependência excessiva. "Alguns professores pedem para a gente usar a tecnologia em trabalho, algo do tipo, mas só para ter uma base naquilo, não para copiar como muitas pessoas fazem", relatou a estudante Tifany de Oliveira. O professor Athos Silva observou maior engajamento dos alunos ao utilizar IA para o aprendizado de idiomas. "Eu percebo que os alunos estão muito engajados nesse novo aprendizado de um idioma com inteligência artificial", afirmou. No entanto, educadores alertam para o risco de a IA substituir o esforço humano no processo de aprendizagem, como na elaboração de redações ou resolução de atividades acadêmicas.