Governo dos EUA recorre de decisão que anulou painel antivacina de RFK Jr. na CDC
O governo dos Estados Unidos, sob a administração Trump, recorreu de decisão judicial que suspendeu alterações antivacina implementadas pelo secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. na CDC. As mudanças incluíam a nomeação de conselheiros antivacina e cortes unilaterais nas recomendações de vacinação infantil. A decisão inicial, proferida em 16 de março por um juiz federal, considerou as nomeações e alterações ilegais e violadoras de procedimentos federais.
Contexto e decisão judicial
Em 16 de março de 2026, o juiz federal Brian Murphy emitiu uma liminar temporária que bloqueou as alterações promovidas por Robert F. Kennedy Jr. na CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças). As medidas incluíam a nomeação de conselheiros com histórico antivacina para um painel consultivo chave e a redução unilateral das recomendações de vacinação infantil. Murphy determinou que os conselheiros nomeados eram desqualificados e que as mudanças violavam procedimentos federais. A decisão foi resultado de uma ação movida pela Academia Americana de Pediatria (AAP) contra Kennedy e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS).
Argumentos do governo e reação judicial
Antes da decisão, advogados do governo argumentaram que as ações de Kennedy eram "irrecorríveis" e que sua autoridade permitiria até mesmo recomendar a injeção do vírus do sarampo em vez da vacina. O juiz Murphy rejeitou esse argumento, afirmando que a AAP provavelmente teria sucesso em provar a ilegalidade das mudanças. A liminar anulou todas as votações dos conselheiros nomeados por Kennedy e restaurou as recomendações anteriores da CDC para vacinação infantil.