Cuba aceita ajuda humanitária dos EUA no valor de R$ 500 milhões em meio a tensões diplomáticas
O governo de Cuba aceitou US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões) em ajuda humanitária oferecidos pelos Estados Unidos, confirmou o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio. A decisão ocorre em um contexto de crise humanitária no país, agravada pelo bloqueio econômico imposto por Washington, e um dia após os EUA formalizarem acusações contra Raúl Castro por um episódio ocorrido há 30 anos.
Contexto e confirmação da ajuda
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou nesta quinta-feira (21/05) que Cuba aceitou a ajuda humanitária no valor de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 500 milhões). A decisão foi anunciada um dia após o governo de Donald Trump formalizar acusações contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, relacionado à derrubada de duas aeronaves da organização 'Irmãos ao Resgate' em 1996. Rubio destacou que a ajuda não deve ser desviada para 'a companhia militar' cubana e expressou ceticismo sobre a efetividade da distribuição dos recursos.
Reações e declarações oficiais
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, declarou que o país 'não rejeitou o auxílio' diante das necessidades da população, mas criticou a 'incongruência' dos EUA, que impõem um bloqueio econômico enquanto oferecem ajuda. Rodríguez ressaltou que a crise humanitária em Cuba é resultado de 'punições coletivas' por meio de uma 'guerra econômica'. Marco Rubio, por sua vez, afirmou que os EUA preferem uma solução diplomática, mas consideram baixa a probabilidade de um acordo com o atual governo cubano.