Israel mata 108 profissionais de saúde no Líbano em ofensiva iniciada em março
Desde o início da invasão militar israelense no Líbano em 2 de março de 2026, ao menos 108 profissionais de saúde foram mortos e 249 ficaram feridos. Ataques diretos a instalações médicas e violações do direito internacional foram registrados, elevando o total de mortos no conflito para 2.864 e feridos para 8.693.
Ataques a instalações de saúde e violações humanitárias
O Ministério da Saúde Pública libanês relatou ataques diretos contra duas instalações da Autoridade de Saúde em Qalawiya e Tibnin, no distrito de Bint Jbeil, classificando as ações como crimes contra paramédicos e violações do direito internacional. As Nações Unidas confirmaram mais de 130 ataques israelenses a profissionais de saúde desde o início da ofensiva. Ali Safiuddin, chefe da Defesa Civil Libanesa em Tiro, afirmou que socorristas enfrentam ameaças constantes durante operações de resgate.
Impacto humanitário e deslocamento em massa
A ofensiva israelense deslocou mais de 1,2 milhão de libaneses. Equipes da Cruz Vermelha Libanesa recuperaram os corpos de uma família síria em Nabatieh após nove dias de espera por autorização do exército israelense para acessar a área bombardeada. O Dr. Tahir Mohammed, cirurgião de guerra, destacou uma política consistente de ataques a profissionais de saúde, incluindo médicos e enfermeiros, durante o conflito.
Cessar-fogo mediado pelos EUA não interrompe bombardeios
Apesar do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos iniciado em 16 de abril, Israel manteve bombardeios diários, resultando na morte de 552 pessoas desde então. Nas últimas 24 horas, 69 pessoas foram mortas, e os subúrbios do sul de Beirute, conhecidos como Dahye, foram atacados pela primeira vez em três semanas. Israel também continuou a demolição de milhares de casas no sul do Líbano.