Biografia dupla resgata legado de Peter Hujar e Paul Thek, artistas que definiram o 'cool' de Nova York nos anos 1960 e 1970
Livro 'The Wonderful World that Almost Was', de Andrew Durbin, reconstrói a trajetória de Peter Hujar e Paul Thek, dupla que influenciou nomes como Andy Warhol, Susan Sontag e Fran Lebowitz. A obra detalha a ascensão, o relacionamento aberto e a queda no ostracismo dos artistas, mortos pela Aids nos anos 1980.
Ascensão e influência cultural
Peter Hujar e Paul Thek foram figuras centrais na cena artística de Nova York entre as décadas de 1950 e 1970. Hujar, fotógrafo, foi descrito por Fran Lebowitz como 'um gênio sobre sexo', enquanto Thek, pintor e escultor, recebeu uma caixa Brillo de Andy Warhol. Susan Sontag dedicou dois livros a Thek e inspirou-se em fotografias de Hujar para o desfecho de seu segundo romance. Outros admiradores incluem Cy Twombly, Tennessee Williams, Gore Vidal e Alex Katz. A dupla ajudou a moldar o conceito de 'cool' na arte nova-iorquina, explorando relações homoafetivas abertas e sem desculpas.
Queda e esquecimento
Apesar do reconhecimento inicial, Hujar e Thek caíram no ostracismo antes de suas mortes, ambas causadas pela Aids na década de 1980. Durbin investiga as razões por trás desse esquecimento, destacando como o mercado de arte e as mudanças culturais da época contribuíram para a marginalização de suas obras. O livro abrange o período de 1954, quando se conheceram, até 1975, uma década antes de suas mortes, explorando a dinâmica de amizade, amor e criação artística que os uniu.
Legado e redescoberta
A biografia de Durbin não apenas resgata a importância de Hujar e Thek, mas também questiona os mecanismos que determinam quais artistas são lembrados pela história. A obra revela como a dupla desafiou convenções sociais e artísticas, deixando um legado que, embora esquecido por décadas, continua relevante para entender a evolução da arte contemporânea e das relações LGBTQIA+.