Município paulista com menos de 5 mil habitantes lidera ranking de qualidade de vida no Brasil; entenda como é calculado o índice
Um estudo divulgado pelo instituto Imazon em parceria com outras organizações revela que Gavião Peixoto (SP), município com menos de 5 mil habitantes, possui a maior qualidade de vida do Brasil, superando todas as capitais. O Índice de Progresso Social (IPS) avalia 57 indicadores sociais e ambientais para medir o bem-estar da população, destacando que desenvolvimento econômico não garante, por si só, melhorias na qualidade de vida.
O que é o Índice de Progresso Social (IPS)?
O Índice de Progresso Social (IPS) é uma metodologia desenvolvida para medir a qualidade de vida da população de forma abrangente, sem depender exclusivamente de indicadores econômicos como o PIB ou o IDH. Segundo Melissa Wilm, coordenadora do estudo, o IPS busca avaliar o que realmente impacta a vida das pessoas, como acesso a serviços básicos, segurança, educação e saúde, em vez de apenas contabilizar investimentos financeiros em cada área.
Como o IPS é calculado?
O IPS utiliza 57 indicadores sociais e ambientais, extraídos de bases de dados públicas como DataSUS, IBGE, Inep, MapBiomas, Anatel, Cadastro Único e Conselho Nacional de Justiça. Os dados devem ser recentes, com no máximo cinco anos, e disponíveis para a maioria dos 5.570 municípios brasileiros. Os indicadores são organizados em três dimensões principais: Necessidades Humanas Básicas (saúde, saneamento e nutrição), Fundamentos de Bem-Estar (educação, acesso à informação e meio ambiente) e Oportunidades (direitos individuais, liberdade e acesso à educação superior).
Resultados do ranking de 2026
O ranking divulgado nesta quarta-feira (20) mostra que Gavião Peixoto (SP), com menos de 5 mil habitantes, lidera o índice com a maior qualidade de vida do país, superando todas as capitais brasileiras. A diferença entre a melhor e a pior cidade avaliada ultrapassa 30 pontos, evidenciando desigualdades significativas no acesso a serviços e oportunidades. O estudo reforça que municípios menores podem oferecer melhor qualidade de vida do que grandes centros urbanos, desde que invistam em políticas públicas eficazes.