Profissionais acima de 50 anos enfrentam ghosting e preconceito etário em processos seletivos nos EUA
Michael Shmarak, especialista em comunicação e relações públicas de 56 anos, relata dificuldades para conseguir emprego full-time desde 2024. Após ser demitido em 2023, ele passou por múltiplas entrevistas sem retorno, enfrentando ghosting e possível discriminação por idade. Shmarak agora trabalha em projetos fracionados e como professor universitário, mas destaca a falta de oportunidades formais para profissionais mais velhos.
Ghosting e preconceito etário no mercado de trabalho
Michael Shmarak, profissional de comunicação e relações públicas com mais de duas décadas de experiência, descreveu em entrevista ao Business Insider as dificuldades enfrentadas por trabalhadores acima dos 50 anos nos Estados Unidos. Após ser demitido em 2023 de uma empresa de tecnologia publicitária, Shmarak passou por seis entrevistas para uma vaga de supervisão de comunicação em outra companhia, sem receber qualquer retorno. 'Foi uma sensação imediata de que eu tinha feito algo errado. Me senti deprimido e sem motivação', afirmou. Ele associou parte das rejeições ao envelhecimento visível, como os cabelos grisalhos, e à prática recorrente de ghosting por parte dos recrutadores.
Estratégias de adaptação e visibilidade profissional
Sem conseguir uma posição full-time, Shmarak adotou um modelo de trabalho fracionado, atuando em projetos de consultoria, no varejo e como professor convidado na Northwestern University. Ele destacou que, embora prefira um emprego único, a diversificação de atividades ajuda a manter sua visibilidade no mercado. 'Trabalhar em algumas pequenas funções me mantém ativo e relevante', explicou. Shmarak também mencionou que a série 'Still in the Game', do Business Insider, aborda desafios como viés etário, transições de carreira e a necessidade de atualização de habilidades para profissionais mais velhos.