Martin Scorsese adota IA para storyboards e defende evolução do cinema com tecnologia
Martin Scorsese, diretor renomado, anunciou parceria com a Black Forest Labs para usar IA na criação de storyboards. Em declaração, ele destacou como a ferramenta FLUX agiliza a comunicação visual com sua equipe, sem sacrificar qualidade. Scorsese reforçou que o cinema, como meio jovem, deve evoluir com novas tecnologias, citando experiências anteriores com 3D e rejuvenescimento digital.
Parceria com Black Forest Labs
Scorsese foi anunciado como consultor da Black Forest Labs, empresa especializada em geração de imagens por IA. Ele utilizará o programa FLUX para criar storyboards, permitindo compartilhar suas visões de forma mais clara e eficiente com diretores de arte, designers de produção e diretores de fotografia. Segundo o diretor, a ferramenta reduz custos de tempo na pré-produção e mantém a qualidade criativa.
Defesa da evolução tecnológica no cinema
Em declaração oficial, Scorsese afirmou: 'O cinema é um meio jovem, com apenas cerca de 125 anos, então precisamos estar abertos a como ele pode evoluir'. Ele lembrou o uso de tecnologias como 3D em 'Hugo' (2011) e técnicas de rejuvenescimento digital em 'O Irlandês' (2019). Para o diretor, a IA é uma extensão desse processo, permitindo maior liberdade criativa sem substituir o trabalho humano.
Controvérsias e contexto
A adoção de IA por Scorsese surpreende parte do público, dado seu histórico como defensor do cinema tradicional e crítico de blockbusters de super-heróis. No entanto, o diretor testou a ferramenta em uma cena recente e destacou sua utilidade para acelerar processos sem comprometer a 'inteligência cinematográfica'. A tecnologia, porém, segue polêmica por seu potencial de reduzir a participação humana na criação artística.