Brasil aplica reciprocidade e funcionário dos EUA deixa o país após cassação de credenciais
O governo brasileiro adotou medidas de reciprocidade contra funcionários dos EUA após a expulsão de um delegado brasileiro que atuava em investigação envolvendo Alexandre Ramagem. Um agente de imigração norte-americano, Michel Myers, já deixou o Brasil após ter suas credenciais cassadas pela Polícia Federal. Outro funcionário teve acesso à PF suspenso, mas permanece no país.
Medidas de reciprocidade entre Brasil e EUA
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) aplicou o princípio da reciprocidade após o governo dos Estados Unidos determinar a saída de um delegado brasileiro que atuava no país. O agente norte-americano Michel Myers, que trabalhava em cooperação com a Polícia Federal (PF) desde 2024, teve suas credenciais cassadas e deixou o Brasil na quarta-feira (23). Um segundo funcionário dos EUA teve o acesso à PF suspenso, mas não foi obrigado a deixar o território brasileiro. Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a medida foi adotada de forma verbal, seguindo o mesmo procedimento utilizado pelas autoridades norte-americanas.
Contexto da cooperação e cassação de credenciais
Michel Myers atuava na troca de informações entre a Polícia Federal e autoridades dos EUA, em um acordo de cooperação bilateral. A cassação de suas credenciais ocorreu após o governo norte-americano ordenar a saída de um delegado brasileiro que investigava o caso envolvendo Alexandre Ramagem (PL-RJ). O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou que Myers foi instado a deixar o país pelo Itamaraty, mas retornou aos EUA por decisão da própria PF. A medida reflete a tensão diplomática entre os dois países, com o Brasil adotando uma postura de reciprocidade para equilibrar as relações.