Cientistas descobrem 'fósseis magnéticos' em anãs brancas e revelam futuro do Sol
Pesquisadores identificaram campos magnéticos preservados em anãs brancas, estrelas no estágio final de evolução, que podem esclarecer o futuro do Sol. O estudo, publicado na revista Astronomy & Astrophysics, sugere que o magnetismo formado nas fases iniciais de uma estrela persiste até seus estágios finais, oferecendo pistas sobre a evolução estelar ao longo de bilhões de anos.
Magnetismo fóssil e a evolução estelar
Cientistas descreveram um fenômeno denominado 'magnetismo fóssil', no qual campos magnéticos formados nas fases iniciais de uma estrela sobrevivem até seus estágios finais como anãs brancas. O estudo conecta observações de gigantes vermelhas, estrelas em fase intermediária de evolução, com anãs brancas, revelando que o magnetismo não desaparece, mas persiste e se manifesta após a perda das camadas externas da estrela. A pesquisa utilizou a astrosismologia, técnica que analisa oscilações internas das estrelas, para investigar a estrutura interna das gigantes vermelhas e apoiar a hipótese de sobrevivência dos campos magnéticos.
O futuro do Sol
A descoberta oferece insights sobre o futuro do Sol, que, em aproximadamente 5 bilhões de anos, entrará na fase de gigante vermelha após esgotar o hidrogênio em seu núcleo. Nesse estágio, suas camadas externas se expandirão, podendo alcançar a órbita de Marte e engolir planetas rochosos como a Terra. Posteriormente, essas camadas serão expelidas, formando uma nebulosa, enquanto o núcleo remanescente se transformará em uma anã branca. Os pesquisadores destacam que a distribuição do magnetismo no interior das estrelas, com uma estrutura segmentada semelhante ao padrão de uma bola de basquete, é fundamental para compreender esse processo evolutivo.