Mercado financeiro eleva projeção de inflação para 5,09% em 2026 pela 12ª semana consecutiva
Economistas do mercado financeiro revisaram a estimativa de inflação para 2026, elevando-a a 5,09%, a décima segunda alta seguida. A guerra no Oriente Médio pressiona os preços do petróleo, impactando diretamente os combustíveis no Brasil. As projeções para 2027, 2028 e 2029 também registraram ajustes marginais, enquanto a meta de inflação permanece em 3% com tolerância de 1,5% a 4,5%. A taxa Selic é esperada em 13,25% ao final de 2026, com reduções previstas para os anos seguintes.
Inflação e expectativas do mercado
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (1º), revelou que a projeção de inflação para 2026 subiu para 5,09%, marcando a décima segunda semana consecutiva de alta. A pesquisa, realizada com mais de 100 instituições financeiras, atribui o aumento à escalada dos preços do petróleo, que operam próximos a US$ 94 devido à guerra no Oriente Médio. O impacto direto se reflete nos combustíveis, pressionando a inflação brasileira. As estimativas para os anos seguintes também foram ajustadas: 4,02% para 2027, 3,66% para 2028 e manutenção de 3,50% para 2029. Desde 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua para inflação, estabelecendo 3% como objetivo central, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
Taxa Selic e crescimento econômico
Apesar do aumento nas projeções de inflação, o mercado financeiro manteve a expectativa de queda na taxa Selic, atualmente em 14,50% ao ano após dois cortes em 2026. A estimativa para o final de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano, com previsões de reduções adicionais nos anos seguintes: 11,25% para 2027 e 10% para 2028. Em relação ao crescimento econômico, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 foi ligeiramente ajustada de 1,89% para 1,90%, refletindo um cenário de cautela diante das incertezas globais e domésticas.