Rússia anuncia cessar-fogo temporário na Ucrânia para Páscoa Ortodoxa; Irã acusa Israel de sabotagem diplomática
O presidente russo Vladimir Putin declarou um cessar-fogo de menos de 48 horas na guerra contra a Ucrânia, válido do sábado (11/04) ao domingo (12/04), coincidindo com a Páscoa Ortodoxa. Paralelamente, o Irã acusou Israel de sabotar esforços diplomáticos ao realizar ataques ao Líbano, considerando tais ações como uma tentativa de prolongar o conflito na região.
Cessar-Fogo Russo na Ucrânia
Vladimir Putin anunciou que as Forças Armadas russas observarão um cessar-fogo de curto prazo na guerra contra a Ucrânia durante o período da Páscoa da Igreja Ortodoxa. A trégua terá duração inferior a 48 horas, iniciando às 16h de sábado (11/04) e encerrando às 23h59 de domingo (12/04), data em que a Páscoa Ortodoxa é celebrada na Rússia e Ucrânia. O ministro da Defesa russo, Andrei Belousov, detalhou que as tropas russas foram instruídas a se defender e repelir apenas ataques ucranianos durante este período. O comunicado oficial enviou uma mensagem a Kiev, expressando a expectativa de que o lado ucraniano siga o exemplo da Rússia. O governo da Ucrânia ainda não se pronunciou sobre a decisão, embora o líder ucraniano Volodymyr Zelensky tenha previamente solicitado uma trégua para a Páscoa Ortodoxa.
Acusações Iranianas contra Israel
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, condenou os ataques israelenses ao Líbano, classificando-os como uma tentativa deliberada de prolongar o conflito no Oriente Médio e atrapalhar esforços diplomáticos. Segundo a agência estatal IRNA, Araghchi afirmou em conversa com seu homólogo cipriota, Constantinos Kombos, que o Irã adotou uma "abordagem responsável" ao aceitar a proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Ele declarou que "os ataques israelenses ao Líbano são um ato maligno do regime sionista para continuar a guerra na região e sabotar a diplomacia, cujas consequências recairão sobre os Estados Unidos". Araghchi também mencionou "crimes de guerra" cometidos por Washington e Tel Aviv, sustentando a responsabilidade da comunidade internacional em condenar esses atos. O ministro cipriota saudou o cessar-fogo e enfatizou a necessidade de respeito ao acordo e priorização da diplomacia.