Surto de ebola na República Democrática do Congo já matou mais de 500 pessoas, afirma OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta segunda-feira (6) que o surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) causou 506 mortes desde seu início, em meados de maio. O vírus, identificado como cepa Bundibugyo, não possui vacina ou tratamento aprovado até o momento. Uganda também registrou dois óbitos e 20 casos confirmados.
Detalhes do surto e áreas afetadas
O surto foi oficialmente declarado em 15 de maio de 2026 na província de Ituri, no leste da RDC. Além de Ituri, as províncias de Kivu do Norte, Kivu do Sul e Alto Uele também registraram casos confirmados. Segundo a OMS, foram contabilizados 1.561 casos confirmados no país desde o início da epidemia. A cepa Bundibugyo, responsável pelo surto, é uma das mais letais e ainda não possui vacina ou tratamento específico disponível. Na semana passada, a OMS autorizou o início de testes clínicos com dois tratamentos experimentais e aprovou o uso de um teste de diagnóstico molecular para detectar o vírus.
Contexto e histórico da doença
O ebola é transmitido pelo contato com fluidos corporais de pessoas infectadas e pode causar febre hemorrágica e falência de múltiplos órgãos. Nos últimos 50 anos, a doença já matou mais de 15 mil pessoas na África. A epidemia mais letal registrada na RDC ocorreu entre 2018 e 2020, com cerca de 2,3 mil mortes em um total de 3,5 mil casos. A OMS destacou que a resposta ao surto atual enfrenta desafios logísticos e de segurança nas regiões afetadas.