Ucrânia avança na robotização militar e contrata 25 mil robôs para substituir humanos em missões de logística no front
O ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, anunciou a contratação de 25 mil robôs terrestres para o primeiro semestre de 2026, dobrando o total do ano anterior. O objetivo é que 100% das missões logísticas na linha de frente sejam realizadas por sistemas robóticos, reduzindo riscos para soldados. As unidades já são usadas para transporte de equipamentos, evacuação de feridos e ataques a posições russas.
Robôs assumem funções críticas no front
A Ucrânia está acelerando a robotização de suas operações militares, com foco em substituir humanos em missões de logística na linha de frente. Segundo o ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, o país contratará 25 mil robôs terrestres (UGVs, na sigla em inglês) apenas no primeiro semestre de 2026, o dobro do total adquirido em 2025. O objetivo declarado é que 100% das missões logísticas no front sejam executadas por robôs, eliminando a exposição de soldados e veículos a riscos. Oleksandr Yabchanka, chefe de sistemas robóticos do Batalhão Da Vinci Wolves, destacou que um robô de porte médio pode transportar carga equivalente à de dez militares. Além de logística, os UGVs são empregados em ataques a posições russas, colocação de minas e resgate de feridos. Fedorov classificou a tecnologia como uma das áreas mais dinâmicas do setor de defesa ucraniano, com mais de 280 empresas atuando no desenvolvimento desses sistemas.
Impacto estratégico na guerra contra a Rússia
A adoção massiva de robôs terrestres representa uma vantagem estratégica para a Ucrânia, que enfrenta uma força invasora numericamente superior. Assim como os drones aéreos, os UGVs permitem economizar recursos humanos em funções de alto risco, um fator crítico para um exército com limitações de pessoal. O presidente Volodymyr Zelenskyy informou que as unidades robóticas já realizaram mais de 22 mil missões na linha de frente. A iniciativa reflete uma tendência global de automação militar, mas com aplicação prática imediata em um conflito ativo. A substituição de comboios logísticos por robôs também reduz a vulnerabilidade a emboscadas e ataques de artilharia, comuns em zonas de guerra.