Centro de Campinas revela contrastes urbanos: revitalização e abandono em vias paralelas
Fotos comparativas da Avenida Campos Sales, revitalizada em 2024, e da Rua General Osório, com comércios fechados e infraestrutura deteriorada, expõem desigualdades no tratamento urbano em Campinas. Comerciantes relatam queda no movimento e dificuldades para manter negócios, enquanto a Prefeitura destaca investimentos em segurança e requalificação.
Revitalização vs. abandono: 40 metros de distância, realidades opostas
A Avenida Campos Sales, entregue revitalizada em 2024, apresenta calçadas ampliadas, ciclofaixa, arborização e fiação subterrânea, contrastando com a Rua General Osório, paralela e a cerca de 40 metros de distância. Nesta última, comércios fechados, placas de 'aluga-se' e fios expostos evidenciam o abandono. A Prefeitura de Campinas afirma que realiza investimentos em iluminação, limpeza e obras de requalificação urbana, além de incentivos fiscais para atrair moradores e empresas. Dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública indicam queda nos crimes contra o patrimônio nos primeiros meses de 2026, com redução de roubos e furtos.
Comerciantes tradicionais resistem à 'decadência' do Centro
Comerciantes com décadas de atuação no Centro de Campinas relatam uma 'situação crítica', com queda acentuada no movimento e dificuldades para manter os negócios. Denis Yazdi, dono da loja Cinestec há 41 anos, afirma que o movimento caiu para cerca de 20% do registrado há uma década. 'Hoje a situação é a mais crítica que já passamos', diz Yazdi, destacando que cerca de 40 imóveis estão vazios apenas na Rua General Osório. Vicente de Jesus Santos, garçom do restaurante Giovanetti há 26 anos, também observa o esvaziamento da região. Para resistir, os comerciantes adotam estratégias como vendas online, redução de custos e estoques mais enxutos, além de investimentos em segurança e iluminação.