Países de língua portuguesa enfrentam desigualdades extremas em saúde, revela summit no Rio
O 2º Summit Integração de Cuidados de Saúde nos Países de Língua Portuguesa, realizado no Rio de Janeiro entre 13 e 15 de maio de 2026, expôs disparidades alarmantes entre as nações da CPLP. Dados apresentados pela OMS revelam diferenças de até 18 anos na expectativa de vida e mortalidade materna 34 vezes maior em países como Moçambique e Guiné-Bissau em comparação a Portugal. Desigualdades socioeconômicas e determinantes sociais são apontados como causas centrais.
Disparidades alarmantes na expectativa de vida e mortalidade
Os nove países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) — Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste — apresentam contrastes extremos em indicadores de saúde. Enquanto Portugal registra uma expectativa de vida de 82,5 anos, Moçambique alcança apenas 62 anos, uma diferença de 18 anos. A mortalidade materna na Guiné-Bissau é 34 vezes superior à de Portugal, e as despesas per capita em saúde variam em até cem vezes entre os membros da CPLP. Globalmente, a disparidade na expectativa de vida chega a 33 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Determinantes sociais como causa das desigualdades
As desigualdades em saúde são atribuídas aos determinantes sociais, que incluem condições de nascimento, crescimento, trabalho, moradia e envelhecimento. Fatores como educação, saneamento básico, segurança alimentar, riscos ambientais e acesso a serviços de saúde influenciam diretamente a qualidade de vida. No Brasil, a expectativa de vida de um homem negro em Alagoas é de 66,7 anos, enquanto uma mulher branca em Santa Catarina pode viver, em média, 80,9 anos, segundo dados do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social em parceria com o Cedeplar/UFMG.