População Brasileira Envelhece e Cresce em Ritmo Menor, Indica Pnad 2025
A população brasileira atingiu 212,7 milhões de pessoas em 2025, com um crescimento anual de 0,39%, o menor desde 2021. A pesquisa Pnad Contínua do IBGE revela um envelhecimento populacional, com queda na proporção de jovens e aumento significativo de idosos, além de mudanças na autodeclaração de cor ou raça.
Envelhecimento Populacional e Crescimento Lento
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2025, divulgada pelo IBGE, aponta que a população brasileira residente alcançou 212,7 milhões de pessoas, registrando um aumento de 0,39% em relação a 2024. Essa taxa de crescimento tem se mantido abaixo de 0,60% desde 2021. A pesquisa também indica um envelhecimento da população, com a proporção de pessoas abaixo de 40 anos diminuindo em 6,1% entre 2012 e 2025. Em contrapartida, houve crescimento nos grupos etários mais velhos: 40 a 49 anos (de 13% para 15%), 50 a 59 anos (de 10% para 11,8%) e 60 anos ou mais (de 11,3% para 16,6%). A pirâmide etária reflete essa transformação com o estreitamento da base e o alargamento do topo.
Diferenças Regionais e Mudanças na Autodeclaração de Cor ou Raça
As disparidades regionais persistem, com as Regiões Norte e Nordeste concentrando os maiores percentuais de jovens (até 13 anos), com 22,6% e 19,1% respectivamente. Já as Regiões Sudeste e Sul apresentam maior proporção de idosos (60 anos ou mais), ambas com 18,1%. A autodeclaração de cor ou raça também apresentou mudanças significativas. A proporção de pessoas que se declaram brancas diminuiu em todas as regiões, caindo de 46,4% em 2012 para 42,6% em 2025. Em contraste, pessoas que se declaram pretas aumentaram de 7,4% para 10,4%. A Região Norte registrou o maior crescimento da população preta (de 8,7% para 12,9%), enquanto a Região Sul apresentou o maior crescimento de pardos (de 16,7% para 22%) e a maior queda de brancos (de 78,8% para 72,3%).
Aumento de Domicílios Unipessoais
O percentual de pessoas que vivem sozinhas também registrou um aumento expressivo. Em 2025, os domicílios unipessoais corresponderam a 19,7% do total, um salto em relação aos 12,2% observados em 2012. O arranjo nuclear, que envolve pelo menos um casal, ainda é predominante, mas a tendência de morar sozinho demonstra uma mudança nos padrões familiares e sociais.