Maio bordô: Especialistas alertam para diferenças entre tipos de dor de cabeça e impactos na saúde
Neurologistas destacam que identificar sintomas como localização, intensidade e alterações neurológicas é essencial para diferenciar enxaqueca, cefaleia tensional e dores por excesso de analgésicos. O uso prolongado de telas e o estresse são fatores agravantes comuns, mas cada tipo exige abordagens específicas de tratamento.
Cefaleia tensional: a dor mais comum
A cefaleia tensional é o tipo mais frequente de dor de cabeça, caracterizada por uma sensação de pressão ou aperto nos dois lados da cabeça, podendo irradiar para o pescoço e ombros. Segundo a neurologista Renata Londero, coordenadora do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia, essa dor está frequentemente associada a períodos de estresse, privação de sono, ansiedade ou fadiga visual. Diferentemente da enxaqueca, não costuma apresentar náusea, vômitos ou sensibilidade extrema à luz. O aumento do tempo diante de telas tem agravado os casos, devido à tensão muscular e sobrecarga visual.
Enxaqueca: além da dor pulsátil
A enxaqueca se distingue por uma dor pulsátil, geralmente mais intensa e concentrada em um lado da cabeça. Além da dor, os pacientes podem apresentar náusea, vômitos, intolerância à luz (fotofobia), tontura e até flashes luminosos (aura). A neurologista Renata Londero ressalta que, embora o estresse possa desencadear tanto a enxaqueca quanto a cefaleia tensional, os padrões de dor e sintomas associados são distintos. A enxaqueca exige tratamento específico, muitas vezes com medicamentos preventivos, para evitar crises recorrentes e automedicação excessiva.