Trump suspende ataque militar ao Irã após pedidos de líderes árabes e mantém ameaça de ofensiva total
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão de um ataque militar planejado contra o Irã para esta terça-feira (19), após pedidos de líderes árabes. Trump afirmou que a decisão foi tomada após conversas com o emir do Catar, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita e o presidente dos Emirados Árabes Unidos, que acreditam em um acordo 'muito aceitável'. No entanto, o governo americano mantém as Forças Armadas preparadas para uma 'ofensiva total e em larga escala' caso as negociações falhem.
Detalhes da suspensão e reações internacionais
Trump divulgou em uma rede social que instruiu o secretário da Guerra, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Daniel Caine, a não realizarem o ataque programado. Segundo o presidente, os líderes árabes expressaram confiança em um possível acordo nas negociações em andamento. O site Axios informou que os EUA rejeitaram uma nova proposta do Irã, considerada insuficiente pela Casa Branca. A proposta iraniana incluía o fim permanente da guerra, o levantamento de sanções, a reabertura do Estreito de Ormuz e a liberação de fundos bloqueados. Uma fonte do governo do Paquistão alertou que o tempo para um acordo está se esgotando.
Contexto das negociações e ameaças
Trump reforçou que as Forças Armadas dos EUA estão prontas para uma ofensiva total caso as negociações não avancem. As tensões entre EUA e Irã escalaram nos últimos meses, com trocas de ataques e sanções econômicas. Líderes internacionais, incluindo os árabes, têm mediado conversas para evitar uma escalada militar. A suspensão do ataque ocorre em um momento crítico, com o Irã insistindo em condições para um cessar-fogo e os EUA exigindo concessões significativas.