Apagão em centro cirúrgico do Hospital Getúlio Vargas em Teresina expõe fragilidade na infraestrutura elétrica hospitalar
Equipes médicas do Hospital Getúlio Vargas (HGV), em Teresina, foram obrigadas a utilizar lanternas de celulares para continuar procedimentos cirúrgicos após uma queda de energia no centro cirúrgico. O apagão, causado por oscilação na rede da Equatorial Energia, durou menos de dois minutos, mas evidenciou a dependência de geradores de emergência em unidades de saúde críticas.
Detalhes do incidente e resposta do hospital
Um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou o momento em que uma queda de energia interrompeu o fornecimento elétrico no Centro Cirúrgico do HGV na manhã de quinta-feira (14). Médicos e equipes utilizaram lanternas de celulares para iluminar o ambiente enquanto procedimentos cirúrgicos estavam em andamento. Segundo a assessoria do hospital, o sistema de geradores foi acionado automaticamente em menos de dois minutos, garantindo a continuidade dos serviços essenciais. Nenhum procedimento cirúrgico foi interrompido definitivamente, conforme informado em nota oficial.
Causa e solução do apagão
A Equatorial Energia, responsável pelo fornecimento de energia na região, confirmou que a oscilação ocorreu às 11h39 e afetou todo o quarteirão onde o HGV está localizado. Uma manobra remota restabeleceu a energia para mais de 70% dos clientes afetados em menos de quatro minutos. Equipes técnicas foram enviadas ao local e normalizaram completamente o fornecimento às 12h45. A concessionária não informou a causa exata da oscilação.
Riscos e dependência de infraestrutura crítica
O incidente no HGV reforça a vulnerabilidade de unidades hospitalares a falhas no fornecimento de energia, mesmo com sistemas de geradores de emergência. A dependência de equipamentos elétricos em centros cirúrgicos exige redundância e manutenção rigorosa para evitar riscos à vida dos pacientes. A situação também levanta questionamentos sobre a infraestrutura elétrica em hospitais públicos do país, especialmente em regiões com histórico de instabilidade no fornecimento.