Correios registram prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões em 2025 e acumulam 14 trimestres consecutivos no vermelho
Os Correios divulgaram nesta quinta-feira (23) os resultados financeiros de 2025, com um prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões, dos quais R$ 6,4 bilhões foram destinados ao pagamento de precatórios. A estatal enfrenta um ciclo de perdas desde o quarto trimestre de 2022, acumulando 14 trimestres consecutivos de resultados negativos. A receita bruta caiu 11,35% em relação a 2024, totalizando R$ 17,3 bilhões. Para mitigar a crise, a empresa obteve um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União, mas o montante será usado para cobrir despesas, não para reduzi-las.
Causas do prejuízo e despesas com precatórios
O prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 foi impulsionado principalmente pelo pagamento de precatórios, que representaram R$ 6,4 bilhões das despesas. A estatal enfrenta um ciclo vicioso de perdas desde o quarto trimestre de 2022, com 14 trimestres consecutivos no vermelho. No primeiro semestre de 2025, o prejuízo acumulado já somava R$ 4,36 bilhões. A receita bruta da empresa caiu 11,35% em comparação com 2024, totalizando R$ 17,3 bilhões. A crise foi agravada pela perda de clientes e pelo impacto do programa Remessa Conforme, que expôs fragilidades operacionais.
Empréstimo bilionário e perspectivas futuras
Para tentar estabilizar as finanças, os Correios fecharam um empréstimo de R$ 12 bilhões com um consórcio de bancos (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), com garantia da União e prazo até 2040. O valor foi quase totalmente liberado em 30 de dezembro de 2025, mas será utilizado para cobrir despesas existentes, não para investimentos ou redução de custos. O presidente da estatal, Emmanoel Rondon, destacou que o Banco do Brasil, a Caixa e o Bradesco aportaram R$ 3 bilhões cada, enquanto Itaú e Santander contribuíram com R$ 1,5 bilhão cada.