Meta inicia nova rodada de demissões e intensifica investimentos em IA em 2026
A Meta anunciou uma nova rodada de demissões que pode afetar cerca de 8 mil funcionários, representando aproximadamente 10% de sua força de trabalho. Paralelamente, a empresa aumenta significativamente seus investimentos em inteligência artificial, elevando sua previsão de despesas de capital para até US$ 145 bilhões em 2026. Funcionários relatam tensão e apreensão com a estratégia adotada pela companhia.
Contexto e histórico de demissões
A Meta, liderada por Mark Zuckerberg, inicia uma nova fase de cortes de pessoal em 2026, marcando uma continuidade na estratégia de redução de custos adotada desde 2022. Naquele ano, a empresa demitiu 11 mil funcionários, número que posteriormente subiu para 21 mil. Zuckerberg assumiu a responsabilidade pelos excessos de contratações durante a pandemia, classificando 2023 como o 'ano da eficiência'. Em janeiro de 2026, a divisão Reality Labs já havia sofrido cortes de cerca de mil postos, seguidos por reduções adicionais em março, que afetaram centenas de trabalhadores e fornecedores terceirizados ligados à moderação de conteúdo.
Investimentos em inteligência artificial
Enquanto realiza demissões, a Meta intensifica seus investimentos em inteligência artificial. Em abril de 2026, a empresa elevou sua previsão de despesas de capital para o ano, podendo atingir até US$ 145 bilhões, um aumento de até US$ 10 bilhões em relação às estimativas anteriores. A justificativa apresentada pela Meta para os cortes é a necessidade de compensar os investimentos em outras áreas, especialmente em IA, visando maior eficiência operacional.
Reações e impactos internos
Funcionários atuais e antigos da Meta relataram preocupações e apreensão com a nova rodada de demissões. Segundo um memorando interno divulgado em abril, além dos cortes, a empresa desistiu de preencher cerca de 6 mil vagas que estavam abertas. A estratégia de redução de pessoal em paralelo ao aumento de investimentos em tecnologia tem gerado um clima de incerteza entre os colaboradores, que questionam a direção adotada pela liderança da companhia.