Negociações entre EUA e Irã entram em impasse com prazo de cessar-fogo prestes a expirar
O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o Irã de violar 'inúmeras vezes' o cessar-fogo em vigor, enquanto a segunda rodada de negociações de paz segue sem data definida. O prazo para o fim da trégua termina na noite de quarta-feira (22), e delegações de ambos os países ainda não se deslocaram para o Paquistão, local previsto para as conversas. O Irã condiciona sua participação à presença do vice de Trump, JD Vance, que deve viajar ao país nesta terça-feira (21).
Posições divergentes e ameaças
Donald Trump reforçou, em publicação na rede social Truth Social, que não suspenderá o bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos até a assinatura de um acordo de paz. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o país não aceitará negociações 'sob a sombra de ameaças' e afirmou que Teerã se prepara para 'mostrar novas cartas no campo de batalha' caso a guerra seja retomada. Ghalibaf também exigiu a participação de JD Vance, vice de Trump, como condição para sua presença nas negociações.
Contexto e repercussões
A guerra entre EUA e Irã, que se intensificou nos últimos meses, colocou em xeque a estabilidade geopolítica global, com impactos diretos no fornecimento de petróleo e na segurança de rotas marítimas, como o Estreito de Ormuz. Pesquisas recentes indicam que a rejeição a Trump alcançou 62% em meio ao conflito, enquanto o Irã mantém postura de resistência, apesar das sanções econômicas e do isolamento diplomático. Autoridades iranianas não confirmaram se enviarão uma delegação ao Paquistão até o fim do prazo do cessar-fogo.