PF aponta operador financeiro em esquema de comissões milionárias em aportes do Rioprevidência no Banco Master
Polícia Federal identifica Ricardo Siqueira Rodrigues, conhecido como Ricardo Gordo, como operador financeiro em negociações de comissões milionárias para aportes do Rioprevidência no Banco Master. Investigações revelam histórico de condenações por fraudes em fundos de pensão e operações no mercado de valores mobiliários.
Operador financeiro no centro das investigações
A Polícia Federal (PF) apontou Ricardo Siqueira Rodrigues, conhecido como Ricardo Gordo, como operador financeiro em negociações de comissões milionárias relacionadas aos aportes do Rioprevidência no Banco Master. As investigações fazem parte da operação deflagrada na última terça-feira (26), que também teve como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Ricardo Gordo reside em condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde foi alvo de busca e apreensão. Segundo informações, ele não se encontrava no Brasil no momento da operação.
Histórico de fraudes e condenações
Ricardo Gordo possui um histórico de envolvimento em esquemas fraudulentos. Em 2018, foi preso por atuar como operador financeiro em um esquema de fraudes em fundos de pensão, com acusações de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Embora a operação tenha sido anulada pela Justiça, ele admitiu os crimes em acordo de colaboração premiada, comprometendo-se a devolver R$ 33 milhões. Até o momento, pagou R$ 10 milhões, mas em 2025 solicitou a devolução do valor ao Supremo Tribunal Federal (STF), em ação ainda em andamento. Além disso, foi condenado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a pagar multa de R$ 53 milhões por operação fraudulenta no mercado de valores mobiliários.