CFM lança plataforma 'Medicina Segura' para registrar danos causados por falsos médicos e profissionais não habilitados
O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou a plataforma 'Medicina Segura' para registrar casos de pacientes prejudicados por atendimentos realizados por não médicos ou profissionais sem especialização. A iniciativa visa coibir práticas ilegais que colocam a saúde da população em risco e desrespeitam a legislação. Em São Paulo, dois suspeitos foram presos após realizarem dois mil atendimentos irregulares em dois anos, resultando em nove mortes.
Plataforma 'Medicina Segura' e casos de irregularidades
O CFM lançou a plataforma 'Medicina Segura' nesta sexta-feira (30). A ferramenta permite que médicos registrem casos de pacientes que sofreram danos após atendimentos realizados por não médicos ou profissionais sem a devida especialização. Segundo o CFM, a plataforma busca combater práticas que violam a legislação e colocam em risco a saúde da população. O acesso ao sistema é restrito a médicos certificados, que devem informar dados do paciente prejudicado, do responsável pelo procedimento irregular e do local onde ocorreu o atendimento. Em São Paulo, a Polícia Civil prendeu um dos dois suspeitos de se passarem por médicos em um hospital da Zona Leste. Os investigados realizaram cerca de dois mil atendimentos em dois anos, resultando em nove mortes. No Rio de Janeiro, a paciente Eloah sofreu sequelas graves após um procedimento odontológico realizado por profissional não habilitado para a cirurgia. "Eu me olho no espelho, eu não me reconheço. O prejuízo emocional é o pior. E físico. Tenho várias sequelas", relatou Eloah, que enfrenta limitações na fala e na movimentação da mandíbula devido a restos de material deixados no local da cirurgia.