Samsung e Motorola Aumentam Preços de Smartphones em Meio a Crise de Componentes
Fabricantes como Samsung e Motorola anunciaram aumentos de preço em diversos modelos de smartphones, incluindo linhas como Galaxy Z Fold 7, Galaxy S25 FE e a série Moto G 2026. Os reajustes, que chegam a até 50% em alguns casos, são atribuídos à escassez de chips e a fatores geopolíticos, cambiais e logísticos.
Aumentos da Samsung
A Samsung elevou os preços de modelos específicos no mercado americano. O Galaxy Z Fold 7 com 512GB agora custa US$ 2.199,99 (aumento de US$ 80 sobre o preço original de US$ 2.119,99), e a versão de 1TB foi para US$ 2.499,99 (aumento de US$ 80 sobre o preço original de US$ 2.419,99). A versão de 256GB mantém o preço original de US$ 1.999,99. No Brasil, os reajustes também foram aplicados, com o Galaxy A17 5G de 256 GB saindo de R$ 1.849 para R$ 2.199 (aumento de 18,93%). O Galaxy Z Fold 7 com 512GB teve um reajuste de 4,11%, passando de R$ 14.599 para R$ 15.199. Outros modelos como Galaxy A07, A17 (4G e 5G), A26, A36, A56, S25 FE, Z Fold 7 (1TB), Z Flip 7 e Z Flip 7 FE também sofreram aumentos percentuais variados.
Aumentos da Motorola
No mercado norte-americano, a Motorola reajustou os preços de sua linha Moto G 2026 em até 50%. O Moto G Play aumentou de US$ 180 para US$ 250 (38% de aumento). O Moto G Power subiu de US$ 300 para US$ 400 (33% de aumento). O Moto G 2026, que custava US$ 200, agora sai por US$ 300 (50% de aumento). O Moto G Stylus, lançado recentemente por US$ 500, teve um aumento de US$ 100 em relação ao seu antecessor. A empresa não se pronunciou oficialmente sobre os aumentos, mas a crise de chips e o aumento no custo de fabricação são apontados como os principais motivos.
Crise de Componentes e Tendências de Mercado
A escassez de chips e o aumento nos preços de componentes como memória RAM e NAND para armazenamento têm impactado a indústria de eletrônicos globalmente. Analistas de mercado indicam que essa tendência de aumento de preços é observada em mercados como Estados Unidos e Índia, e que modelos de entrada e intermediários têm sofrido aumentos proporcionais maiores do que os topos de linha. A Samsung citou fatores geopolíticos, cambiais e logísticos como motivos para os reajustes de preço no Brasil. A Apple também fechará três lojas de varejo nos EUA, citando 'a partida de vários varejistas e a queda nas condições' dos centros comerciais onde as lojas estão localizadas.