Diretor da CIA visita Cuba e governo reafirma não apoiar terrorismo em meio a tensões com EUA
O diretor da CIA, John Ratcliffe, realizou visita oficial a Havana em 14 de maio de 2026, reunindo-se com autoridades cubanas para discutir cooperação bilateral em segurança. O governo cubano reiterou que não apoia, financia ou abriga organizações terroristas e negou ameaças à segurança dos EUA. A visita ocorre em contexto de bloqueio energético imposto por Washington e anúncio de ajuda humanitária.
Contexto da visita e declarações oficiais
O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, John Ratcliffe, esteve em Havana em 14 de maio de 2026 para uma visita oficial ao Ministério do Interior cubano, liderado por Lázaro Álvarez Casas. A reunião foi solicitada por Washington e abordou temas como segurança regional e cooperação bilateral entre forças policiais e órgãos de inteligência. Ratcliffe transmitiu uma mensagem do presidente Donald Trump, condicionando o envolvimento econômico e de segurança dos EUA a Cuba a 'mudanças fundamentais' no país. Em comunicado, o governo cubano reforçou que 'não abriga, não apoia, não financia e nem permite organizações terroristas ou extremistas' em seu território e destacou que a ilha 'não representa ameaça à segurança nacional norte-americana'.
Bloqueio energético e ajuda humanitária
A visita ocorre em um contexto de tensões agravadas pelo bloqueio energético imposto pelos EUA a Cuba desde janeiro de 2026. O governo norte-americano anunciou recentemente o envio de 'ajuda humanitária' à ilha, embora as sanções continuem em vigor. Autoridades cubanas afirmaram que o país nunca apoiou atividades hostis contra os EUA e não permitirá que seu território seja usado para ações contra outras nações. O encontro foi descrito como um esforço para 'contribuir ao diálogo político' entre as duas nações, apesar das divergências históricas.