Bill Ackman, via Pershing Square, faz oferta de US$ 10,9 bilhões pela Universal Music Group
O investidor Bill Ackman e sua empresa Pershing Square apresentaram uma oferta não vinculativa para adquirir a Universal Music Group (UMG), avaliando a maior empresa de música do mundo em mais de US$ 60 bilhões. A proposta visa reviver o preço das ações da UMG e envolve um pagamento em dinheiro total de 9,4 bilhões de euros (US$ 10,85 bilhões).
Detalhes da Oferta e Projeções da Pershing Square
A oferta não vinculativa, feita em 7 de abril, propõe um total de 9,4 bilhões de euros (US$ 10,85 bilhões) em dinheiro aos acionistas, o que representa 5,05 euros por ação (US$ 5,82). A Pershing Square projeta que, até 31 de dezembro de 2026, o preço das ações da UMG alcançará 30,40 euros por ação (US$ 35), avaliando a empresa em mais de US$ 60 bilhões. Caso os acionistas optem por receber todo o valor em dinheiro, receberão 22 euros por ação, um prêmio de quase 29% em relação ao preço de fechamento de 17,1 euros (US$ 19,73) em 2 de abril. Com aproximadamente 1,833 bilhão de ações em circulação, se todos os investidores aceitarem a oferta em dinheiro, a avaliação da empresa seria de 40,34 bilhões de euros (US$ 46,5 bilhões).
Mudanças Estruturais Propostas
O acordo proposto prevê a fusão da UMG com a Pershing Square SPARC Holdings. A nova entidade teria sua sede transferida da Holanda para Nevada, e suas ações passariam a ser negociadas na Bolsa de Valores de Nova York, em vez da Euronext Amsterdam, algo que Ackman tem defendido desde 2024. Em carta ao conselho da UMG, Ackman elogiou o Chairman e CEO Sir Lucian Grainge e o crescimento de receita e lucro da empresa. Ackman apontou que o preço das ações da UMG foi afetado pela incerteza em torno da participação de 18% do investidor Bolloré Group, a decisão de adiar uma oferta de ações nos EUA e a subutilização do balanço patrimonial da empresa.