Polícia de MS investiga emboscada a comboio que matou preso e aponta ligação com facção criminosa
Comando da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul confirmou que ataque a comboio durante transferência de preso em Corumbá foi planejado por facções que disputam tráfico na fronteira com a Bolívia. Um detento morreu baleado durante o confronto, e suspeito principal segue foragido.
Ataque planejado e monitoramento da PM
O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Renato dos Anjos Garnes, afirmou em coletiva de imprensa que a emboscada ao comboio foi planejada por integrantes de facções criminosas que atuam na fronteira entre Brasil e Bolívia. Segundo Garnes, a PM já tinha informações prévias sobre uma possível tentativa de ataque e adotou medidas de segurança reforçadas, incluindo equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Apesar das precauções, uma das viaturas apresentou problema mecânico em um pneu, obrigando a parada do comboio em um posto na saída de Corumbá. Nesse momento, criminosos escondidos em uma área de vegetação abriram fogo contra os policiais. "A emboscada estava preparada. Eles monitoravam a movimentação da Polícia Militar. Nenhum atirador fica escondido na mata aguardando por acaso", declarou o comandante.
Detento morto e suspeito foragido
Durante o confronto, o preso que estava sendo transferido foi atingido por disparos e morreu no local. Nenhum policial ficou ferido. O suspeito de ter participado diretamente do ataque ainda não foi localizado, e as buscas continuam com apoio da Polícia Civil e do serviço de inteligência da PM. O coronel Garnes não descartou a possibilidade de o suspeito foragido ter sido o responsável pelo tiro que matou o detento.
Investigação em andamento
A investigação do caso está sendo conduzida pelo Judiciário Militar, pela Polícia Civil e pela Polícia Militar, com foco em identificar os autores do ataque e suas ligações com facções criminosas que atuam na região de fronteira. O comandante-geral reforçou que as ações visam desarticular grupos responsáveis pelo tráfico de drogas e pela violência na área.