Influencers viram alvos do narcotráfico no México após série de assassinatos em transmissões ao vivo
Pelo menos 10 influenciadores foram executados no estado de Sinaloa, no México, desde o início da guerra entre facções do Cartel de Sinaloa há dois anos. O caso mais recente envolve César Gastélum, de 25 anos, morto a tiros durante uma transmissão ao vivo com mais de 500 mil seguidores no TikTok. Autoridades investigam possível ligação com publicações sobre grupos criminosos, mas a maioria dos crimes permanece impune.
Execução em transmissão ao vivo
César Gastélum, conhecido como 'Cesarín', foi assassinado na noite de 4 de agosto de 2026 durante uma transmissão ao vivo em frente a um restaurante fast-food em Culiacán, Sinaloa. Dois homens em uma moto se aproximaram e dispararam contra sua cabeça, em um ataque registrado pela câmera do influencer. Gastélum tinha mais de 500 mil seguidores no TikTok, onde compartilhava conteúdo sobre humor, desafios, estilo de vida, viagens e carros de luxo. O crime ocorreu em meio a uma guerra interna no Cartel de Sinaloa, que já resultou na morte de outros criadores de conteúdo na região.
Investigação e impunidade
A Procuradoria de Sinaloa informou que uma das linhas de investigação envolve publicações de Gastélum que faziam alusão a facções criminosas, possivelmente relacionadas à 'La Mayiza', grupo leal ao capo Ismael 'El Mayo' Zambada. No entanto, as autoridades não confirmaram se o influencer estava sob ameaça ou era investigado. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, prometeu identificar os responsáveis, mas a maioria dos assassinatos de influenciadores no estado permanece sem solução. Gastélum havia publicado conteúdo sobre o túmulo de Leobardo Aispuro, o 'Gordo Peruci', outro influencer morto em 2024.