Reflorestamento na China Transforma Deserto em Sumidouro de Carbono
Um extenso projeto de reflorestamento na China, iniciado em 1978 e concluído em 2024, resultou na plantação de bilhões de mudas de árvores nas bordas do deserto de Taklamakan. Pesquisadores confirmaram que a área reflorestada agora absorve mais dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera do que libera, caracterizando-a como um sumidouro de carbono.
O Projeto de Reflorestamento e Seus Efeitos
Durante 46 anos, o deserto de Taklamakan, um dos maiores e mais secos do mundo, com 337 mil quilômetros quadrados e cercado por altas montanhas que limitam a umidade, foi alvo de um massivo projeto de plantio de árvores. Pesquisadores da Universidade de Houston (EUA) e de Beijing (China) analisaram dados de campo e de satélite. As observações indicam que a precipitação durante a estação chuvosa (julho a setembro) aumentou 2,5 vezes, atingindo uma média de cerca de 16 milímetros por mês. Esse aumento na precipitação estimulou o crescimento da vegetação, intensificou a fotossíntese nas margens do deserto e, consequentemente, reduziu os níveis de CO₂ na atmosfera sobre a região. A vegetação também contribuiu para a estabilização das dunas de areia. Como resultado, a cobertura florestal na China expandiu-se de 10% em 1949 para mais de 25% atualmente.