Pesquisadores alertam para poluição crítica em mangue de Fernando de Noronha
Estudo realizado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) revela contaminação no Mangue do Sueste, área de reprodução de espécies únicas no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. Imagens de drone registraram espuma na água após chuvas, indicando possível descarte irregular de resíduos. Pesquisadores destacam a gravidade da situação, que ameaça ecossistema exclusivo do Atlântico Sul.
Área crítica e descobertas preocupantes
O Mangue do Sueste, localizado no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, foi identificado como o ponto mais crítico de poluição em estudo conduzido pela oceanógrafa Fiamma Abreu e equipe da UFPE. Imagens de drone capturadas após chuvas em abril de 2026 mostraram espuma na água, sinal claro de contaminação. "Achávamos que não haveria poluição na região, mas encontramos contaminantes. Isso é grave porque o manguezal é área de reprodução de várias espécies", afirmou Abreu. O mangue é considerado único em ilhas oceânicas do Atlântico Sul, abrigando espécies exclusivas da região.
Metodologia e abrangência do estudo
O projeto Polmar Noronha, em andamento há dois anos, realiza coletas em nove pontos da ilha, incluindo áreas urbanas e preservadas. As amostras são coletadas em baixa e alta estação, comparando períodos secos e chuvosos. Em 2026, as primeiras coletas ocorreram entre 13 e 15 de abril. Além do Mangue do Sueste, foram analisados locais como o Porto de Santo Antônio, Praia do Cachorro, Praia do Boldró, Praia do Sancho e Atalaia. Níveis de contaminação também foram detectados em praias urbanas, próximas à estação de tratamento de esgoto.