União Europeia veta importações de carne bovina do Brasil por uso de antimicrobianos na pecuária
A União Europeia (UE) excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina e animais para o bloco a partir de 3 de setembro de 2026. A decisão ocorre devido à falta de garantias do Brasil sobre o não uso de antimicrobianos na pecuária, violando normas sanitárias europeias. O veto reflete a política da UE de combater a resistência microbiana a medicamentos e evitar o uso excessivo de antibióticos na produção animal.
Contexto e impacto da decisão
A União Europeia atualizou sua lista de países que cumprem as regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária, excluindo o Brasil. A medida, publicada em 12 de maio de 2026, impede a exportação de carne bovina brasileira para o bloco a partir de 3 de setembro, a menos que o Brasil apresente garantias adicionais. Segundo a UE, o país não comprovou o cumprimento das normas que proíbem o uso de antimicrobianos para promover crescimento ou aumentar a produção animal, além de restringir o uso de antibióticos reservados para infecções humanas. O comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen, destacou que a decisão reforça o compromisso da UE com padrões sanitários rigorosos, equiparando exigências para produtos importados às aplicadas internamente.
Reações e próximos passos
A exclusão do Brasil ocorre em um momento sensível, logo após a entrada em vigor provisória do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul, em 1º de maio de 2026. O acordo enfrenta resistência de setores agrícolas europeus, especialmente na França, que criticam a concorrência desleal com produtos importados. As autoridades brasileiras têm a oportunidade de responder às exigências da UE e solicitar a revisão da decisão antes de 3 de setembro. Caso não haja resposta, o veto poderá impactar significativamente as exportações brasileiras de carne bovina, um dos principais produtos agropecuários do país.