Ornitorrinco é eleito o mamífero mais estranho do planeta por cientistas
Estudo publicado no Science Direct destaca o ornitorrinco como o mamífero mais incomum da Terra, combinando características únicas como postura de ovos, bico de pato e produção de leite pela pele. Pesquisadores apontam que o animal desafia padrões evolutivos e preserva traços primitivos dos monotremados.
Características que tornam o ornitorrinco único
O ornitorrinco (*Ornithorhynchus anatinus*), nativo da Austrália, é considerado o mamífero mais estranho do planeta devido a um conjunto de características que desafiam a lógica evolutiva. Segundo estudo publicado no *Science Direct*, ele pertence ao grupo dos monotremados, um dos mais primitivos entre os mamíferos, e preserva traços ancestrais como a postura de ovos. Além disso, possui um bico semelhante ao de um pato, patas palmadas e um esporão venenoso nos machos, usado em disputas territoriais. Outro aspecto singular é a forma como alimenta seus filhotes: as fêmeas não possuem mamilos, e o leite é secretado por poros na pele, acumulando-se em sulcos abdominais para que os filhotes lambam. Essa combinação de características aquáticas, reprodutivas e anatômicas faz do ornitorrinco um exemplo raro de adaptação evolutiva.
Hábitos e habitat
O ornitorrinco é um animal semiaquático, passando a maior parte do tempo em rios, lagos e riachos da Austrália e da Tasmânia. Ele utiliza suas patas dianteiras palmadas para nadar e se alimenta de pequenos invertebrados, como crustáceos e larvas, que captura com seu bico sensível a movimentos elétricos. Durante o dia, costuma descansar em tocas escavadas nas margens dos corpos d'água, saindo à noite para caçar. Sua reprodução ocorre entre junho e outubro, quando as fêmeas põem de um a três ovos, que são incubados por cerca de dez dias. Após o nascimento, os filhotes permanecem na toca por até quatro meses, sendo alimentados com o leite materno secretado pela pele da mãe.