Presidente do Irã divulga vídeo de ataque a hospital e acusa EUA e Israel de crimes de guerra
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, divulgou imagens de câmeras de vigilância mostrando um ataque a um hospital iraniano no dia 1º de março, durante o segundo dia de guerra contra EUA e Israel. O vídeo destaca a morte da enfermeira Neda Salimi, que tentava salvar crianças. Pezeshkian classificou os ataques como violações graves dos princípios humanitários e exigiu responsabilização dos países acusados. EUA e Israel não confirmaram participação nos bombardeios.
Detalhes do ataque e reações
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, publicou em seu perfil no X (antigo Twitter) um vídeo que mostra ataques a um hospital iraniano no dia 1º de março, durante o segundo dia de conflito armado envolvendo EUA e Israel. As imagens, capturadas por câmeras de vigilância, exibem o momento em que o hospital foi atingido. Pezeshkian mencionou Neda Salimi, enfermeira que, segundo a mídia iraniana, morreu enquanto tentava salvar crianças durante o ataque. O presidente iraniano a chamou de 'filha' e agradeceu seu sacrifício, além de destacar a devoção dos profissionais de saúde do país. No dia anterior, em 28 de fevereiro, um ataque a uma escola de meninas no sul do Irã deixou 168 mortos. Pezeshkian já havia se pronunciado sobre ambos os incidentes em 1º de março, classificando-os como crimes contra a humanidade. Em sua declaração, ele afirmou: 'Um ataque a um hospital é um ataque à vida, e um ataque a uma escola é um ataque ao futuro de uma nação. Atacar pacientes e crianças é uma clara violação de todos os princípios humanitários e o mundo deve condená-lo'. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, respondeu às acusações iranianas sobre o ataque à escola. Em entrevista a jornalistas, Rubio defendeu as ações das tropas norte-americanas, sem confirmar diretamente a responsabilidade dos EUA ou de Israel pelos bombardeios. Até o momento, nenhum dos dois países confirmou envolvimento nos ataques ao hospital ou à escola.