Osteogênese imperfeita: Casos da 'doença dos ossos de vidro' aumentam 48% em São Paulo em 2025
Dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo revelam aumento de 48% nos atendimentos por osteogênese imperfeita em 2025, condição genética que fragiliza os ossos e eleva o risco de fraturas. Adolescente de 14 anos, diagnosticado ainda na gestação, já passou por cinco cirurgias para corrigir deformidades e evitar novas lesões.
O que é a osteogênese imperfeita?
A osteogênese imperfeita, conhecida como 'doença dos ossos de vidro', é uma condição genética causada por um defeito nos genes responsáveis pela produção de colágeno tipo 1. Isso resulta em alterações na formação dos ossos, dentina dos dentes, esclera dos olhos e ligamentos. A doença é classificada em quatro graus, sendo o tipo 2 o mais grave, com risco de lesões ainda no útero. Nos tipos 3 e 4, os pacientes apresentam traços como face triangular e baixa estatura. O diagnóstico pode ocorrer ao nascimento ou mais tarde, no período perinatal.
Aumento de casos e internações
Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, os atendimentos por osteogênese imperfeita saltaram de 531 em 2024 para 787 em 2025, um aumento de 48%. As internações também cresceram, passando de 100 para 118 no mesmo período. Na região de Campinas, foram registrados 34 atendimentos em 2024 e 20 em 2025, com internações aumentando de 8 para 14.
História de Miguel Santos Cartezzani
Miguel Santos Cartezzani, de 14 anos, foi diagnosticado com osteogênese imperfeita ainda durante a gestação. Morador de Paulínia (SP), ele já passou por cinco cirurgias para corrigir deformidades e reduzir o risco de fraturas. Apesar das limitações, Miguel mantém uma rotina adaptada, brincando com cuidado para evitar lesões. 'Eu podia fraturar, e eu brincava, mas para o meu jeito. Jogava bola para o meu jeito, aqui em casa, mas assim, tudo com cuidado e sabendo o risco de fraturas', relatou.