Petróleo atinge maior patamar em dez dias após cúpula Trump-Xi em Pequim
Os preços do petróleo operam em forte alta nesta sexta-feira (15), com o barril do Brent atingindo US$ 109,64 (+3,71%) e o WTI chegando a US$ 104,65 (+3,44%), os maiores níveis em dez dias. O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim não dissipou as preocupações do mercado com o fornecimento global de energia, especialmente diante das tensões no Oriente Médio e no Estreito de Ormuz. Apesar do tom conciliador, a China alertou para os riscos ao crescimento econômico global e às cadeias de suprimentos.
Reunião Trump-Xi e impacto no mercado
O encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim, não foi suficiente para conter a alta nos preços do petróleo. Embora ambos tenham adotado um tom conciliador e concordado sobre a necessidade de manter o Estreito de Ormuz aberto, o mercado financeiro segue preocupado com os riscos de interrupções no fornecimento global de energia. A China destacou que o conflito no Oriente Médio pressiona o crescimento econômico, as cadeias de suprimentos e o abastecimento de petróleo. O barril do Brent atingiu US$ 109,64 (+3,71%), enquanto o WTI subiu para US$ 104,65 (+3,44%), os maiores patamares desde 5 de abril, quando o Brent chegou a US$ 114,44.
Tensões geopolíticas e Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, foi citado nas conversas entre Trump e Xi como ponto crítico para a estabilidade do mercado energético. Pequim pediu uma trégua duradoura no Oriente Médio e a reabertura imediata das rotas marítimas na região. No entanto, as tensões envolvendo Irã, Estados Unidos, Israel e Líbano continuam a gerar incertezas. Trump advertiu que o Irã deveria aceitar um acordo para evitar escalada do conflito, mas não apresentou detalhes concretos sobre possíveis soluções. Investidores seguem atentos aos desdobramentos, especialmente após recentes ataques e negociações na região.